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Grande Prêmio da Emilia-Romagna: tudo sobre a corrida em Ímola

A temporada 2025 da Fórmula 1 cruza o oceano e entra em um dos circuitos mais desafiadores do ano. O Grande Prêmio da Emilia-Romagna acontece entre os dias 16 e 18 de maio, no lendário traçado de Ímola, na Itália. A corrida principal será no domingo (18), às 10h, com transmissão ao vivo no BandSports, disponível no UOL Play.
O circuito não perdoa distrações e costuma ser o palco de viradas imprevisíveis, como foi em 2020, na vitória de Hamilton, ou nos triunfos recentes de Verstappen. Em 2025, o GP retorna como a primeira etapa europeia do campeonato, com rivalidades em alta e classificação embolada.
Aqui, você vai saber como chegam os pilotos para o GP da Emilia-Romagna, conhecer histórias marcantes da pista, entender por que o nome da corrida mudou e conferir todos os horários do GP de Ímola. Ah, e claro: te mostramos onde assistir tudo com qualidade e sem complicação. Segue a leitura!
Como chegam os pilotos para o GP da Emilia-Romagna
Se tem uma coisa certa em 2025, é que ninguém está com o campeonato no bolso. Depois de seis etapas, a disputa ainda está aberta, com Oscar Piastri liderando o mundial de pilotos, seguido de perto por Lando Norris. A McLaren começou o ano afiada, com vitórias importantes e mostrando consistência nas corridas longas.
Logo atrás, Max Verstappen, atual campeão e vencedor em Ímola no ano ado, tenta recuperar terreno após um GP de Miami complicado, em que terminou fora do pódio. Mesmo assim, o holandês segue como um dos favoritos para esta sétima etapa.
George Russell e Charles Leclerc também aparecem bem na tabela, e a expectativa é de um pelotão da frente mais disputado do que nunca.
Na classificação dos construtores, a McLaren lidera com folga, somando 246 pontos e provando que o bom momento dos seus pilotos não é acaso. A Red Bull vem logo depois, mas com a Ferrari crescendo em desempenho e somando pontos importantes com Leclerc e Carlos Sainz. Mercedes e Williams completam o top 5, com equilíbrio na zona intermediária do grid.
E tem brasileiro na pista, sim! Gabriel Bortoleto, pela McLaren, já mostrou potencial em classificações e corridas. Apesar de ter abandonado em Miami, segue de olho em boas oportunidades para pontuar, e Ímola pode ser uma delas.
O GP da Emilia-Romagna é onde as equipes vão revelar se estão mesmo na briga pelo título ou se vão precisar repensar estratégias para o restante do ano.
Grande Prêmio da Emilia-Romagna: curiosidades sobre a corrida
Por mais recente que o nome "Grande Prêmio da Emilia-Romagna" possa parecer, a pista de Ímola já é uma velha conhecida da Fórmula 1. O circuito recebeu a primeira corrida da categoria em 1980, quando foi sede do GP da Itália por um único ano. Logo depois, de 1981 a 2006, ou a sediar o famoso GP de San Marino, garantindo à Itália dois eventos por temporada.
Ao longo dessas décadas, a pista se tornou palco de momentos marcantes, vitórias históricas e tragédias que mudaram o esporte. E um nome se destaca como o maior vencedor de todos os tempos em Ímola: Michael Schumacher, que venceu sete vezes no circuito, todas pelo GP de San Marino. O domínio do alemão por ali foi tão forte que ele chegou a vencer três anos seguidos entre 2002 e 2004.
Desde a mudança de nome para GP da Emilia-Romagna, em 2020, outros pilotos aram a escrever seus nomes na história local. Max Verstappen, por exemplo, já venceu três vezes em Ímola sob essa nova nomenclatura: em 2021, 2022 e 2024, consolidando o circuito como um dos seus favoritos.
O único a quebrar essa sequência foi Lewis Hamilton, que venceu a primeira edição com o novo nome, ainda em um calendário de pandemia e formato reduzido.
A corrida também tem seus marcos curiosos. Em 2020, o GP foi disputado com apenas dois dias de atividade de pista, algo extremamente raro na Fórmula 1 moderna. Já em 2023, a prova foi cancelada por causa das fortes chuvas que atingiram a região norte da Itália, deixando a cidade de Ímola em estado de alerta. Foi um dos raros cancelamentos da história recente da categoria.
Com clima imprevisível, um traçado técnico e curvas de respeito como Tamburello e Acque Minerali, Ímola é sempre um teste para os pilotos. Quem vence por lá, vence com autoridade. E nesta temporada, cada ponto conquistado faz a diferença na reta final.
Emilia-Romagna? O que aconteceu com Ímola?
Se você acompanha a Fórmula 1 há mais tempo, pode ter se perguntado: "cadê o GP de San Marino?" ou até mesmo "por que não chamam mais de GP de Ímola?". A resposta tem a ver com ajustes no calendário e uma dose de estratégia.
O circuito continua o mesmo — o Autódromo Enzo e Dino Ferrari segue firme em Ímola, mas o nome oficial da etapa mudou a partir de 2020, quando ou a se chamar Grande Prêmio da Emilia-Romagna.
A troca aconteceu como uma forma de valorizar a região italiana onde o autódromo está localizado, já que Ímola faz parte da Emilia-Romagna, ao norte da Itália. E mais: com o nome de San Marino fora do calendário desde 2006, essa foi a maneira encontrada para trazer a pista de volta, oficialmente, sem repetir a tradicional "etiqueta" do GP da Itália, que segue em Monza.
Na prática, para o público e até para os próprios pilotos, pouco mudou. A pista segue com suas curvas famosas, como Rivazza, Tosa e a lendária Tamburello. Só o nome da etapa é outro, o que ajuda, inclusive, a diferenciar a fase atual da pista, já reformada e adaptada para os padrões de segurança atuais.
O nome completo da corrida, aliás, ganhou um reforço político: o governo italiano inseriu o selo "Made in Italy" ao lado de "Emilia-Romagna" no título oficial do evento, como parte de uma campanha para impulsionar a economia e o turismo na região. Uma corrida que carrega, literalmente, o nome da casa.
Então sim, Ímola continua no calendário, e mais viva do que nunca. Para os que sabem a história da pista, a essência continua exatamente a mesma: desafiadora, rápida e cheia de significado.
Ímola: uma triste lembrança para os brasileiros
Por mais lendária que seja, Ímola também carrega cicatrizes que jamais serão esquecidas, principalmente pelos brasileiros. O fim de semana do GP de San Marino de 1994 marcou para sempre a Fórmula 1 e é lembrado como o mais trágico da história do esporte.
Tudo começou na sexta-feira, durante os treinos livres. O jovem Rubens Barrichello, então piloto da Jordan, sofreu um acidente violentíssimo na Variante Bassa. Seu carro decolou, bateu no alambrado e capotou. Rubinho ficou desacordado, teve fraturas e uma concussão. Foi resgatado rapidamente e, por sorte, sobreviveu. Mas esse foi apenas o início de um fim de semana sombrio.
No sábado, a tragédia bateu de novo. O austríaco Roland Ratzenberger, piloto da equipe Simtek, sofreu um acidente fatal durante a classificação. Seu carro perdeu a asa dianteira, saiu reto na curva Villeneuve e bateu a mais de 300 km/h. Roland morreu na hora. Foi a primeira morte na F1 em mais de uma década.
E então, no domingo, o mundo parou. Ayrton Senna, tricampeão mundial e um dos maiores nomes da história do esporte, sofreu um acidente na curva Tamburello, logo na sétima volta da corrida. Seu carro saiu da pista em alta velocidade e bateu em cheio contra o muro de concreto. A peça da suspensão dianteira atravessou o capacete e causou um ferimento fatal. Senna morreu aos 34 anos, e o Brasil — assim como toda a F1 — entrou em luto profundo.
A corrida ainda teve outros incidentes, como uma largada com colisões e detritos que atingiram o público. Mas nada foi capaz de apagar o que aconteceu com Senna. Em sua memória, foram feitas mudanças profundas na segurança da Fórmula 1, incluindo alterações no traçado de Ímola. A curva Tamburello virou uma chicane. A partir dali, a segurança dos pilotos virou prioridade absoluta.
Ímola, para os brasileiros, nunca mais foi a mesma. É o circuito onde Senna nos deixou, mas também onde se iniciou uma revolução na F1. Desde então, sempre que a categoria retorna ao autódromo, há homenagens, flores no muro e capacetes amarelos nas arquibancadas. O legado de Ayrton Senna vive ali, curva após curva.
Confira as datas e horários do GP da Emilia-Romagna
Se você está se programando para assistir à etapa italiana da Fórmula 1, anota aí: o GP de Ímola acontece de 16 e 18 de maio e será a sétima corrida da temporada 2025. Além da corrida principal, o fim de semana inclui três treinos livres e a classificação.
Confira a programação completa do Grande Prêmio da Emilia-Romagna (horários de Brasília):
Sexta-feira, 16 de maio
Treino Livre 1: 8h30 às 9h30
Treino Livre 2: 12h às 13h
Sábado, 17 de maio
Treino Livre 3: 7h30 às 8h30
Classificação: 11h às 12h
Domingo, 18 de maio
Corrida: 10h às 12h
O formato do fim de semana segue o tradicional, sem corrida sprint nesta etapa. A expectativa é de uma prova técnica e cheia de variações estratégicas, já que Ímola costuma oferecer oportunidades para quem arrisca nos pneus e nos pit stops. E, como o clima na região é incerto, a previsão do tempo também pode influenciar bastante no resultado.
Onde assistir o GP da Emilia-Romagna: veja informações sobre a transmissão da Fórmula 1
Quer acompanhar tudo ao vivo e sem complicação? O Grande Prêmio da Emilia-Romagna será transmitido com exclusividade pelo canal BandSports, que está disponível no UOL Play, a plataforma de streaming que leva a Fórmula 1 até você no celular, no computador ou na TV.
No UOL Play, você tem o ao canal 24 horas por dia, com toda a programação esportiva do BandSports, incluindo treinos, classificações e a corrida de domingo, com narração, comentários e cobertura completa direto de Ímola. Não precisa de antena, nem de pacote de TV a cabo. É só dar play.
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